Dados do Trabalho
Título
CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E DE IDENTIDADE DE ÓLEO DE BABAÇU COMERCIAL
Introdução
O termo “Babaçu” é empregado para designar uma categoria de palmeiras oleaginosas que pertencem à família Palmae e são parte dos gêneros Orbignya e Attalea. O babaçu é uma espécie de palmeira originária do Brasil, com uma distribuição significativa nas regiões norte e nordeste. O principal produto obtido do coco babaçu é o óleo extraído das
amêndoas, um importante recurso tanto em termos econômicos quanto nutricionais.
Material e Métodos
Objetivou-se caracterizar o óleo de babaçu em termos de parâmetros físico-químicos e de identidade, utilizando-se metodologias da American Oil Chemists' Society (AOCS). Determinou-se o teor de ácidos graxos livres (AGL), índice de acidez, índice de peróxido, compostos glicerídicos, estabilidade oxidativa e a composição em ácidos graxos.
Resultados e Discussão
Os teores de ácidos graxos livres (0,55 ± 0,01%), índice de acidez (1,10 ± 0,03 mg KOH/g) e índice de peróxido (8,61 ± 0,37 mEq/1000g) evidenciaram a estabilidade do óleo de babaçu. A estabilidade oxidativa foi avaliada em Rancimat a 130°C, obtendo-se um tempo de indução de 14,76 h. A partir da análise de classes glicerídicas foi possível verificar presença de 99,34 ± 0,01% de triacilgliceróis, 0 ± 0,00% de diacilgliceróis e 0,66 ± 0,00% de monoacilgliceróis e AGL. As amostras de óleo de babaçu apresentaram teores majoritários de ácido láurico (48,19 ± 0,05%), mirístico (14,63 ± 0,04%) e oleico (10,88 ± 0,05%); e teores intermediários dos ácidos palmítico (7,30 ± 0,04%), caprílico (7,26 ± 0,06%) e cáprico (6,87 ± 0,04%), e minoritários de esteárico (2,99 ± 0,01%) e linoleico (1,87 ± 0,01%).
Conclusão
Estes resultados confirmam que o óleo de babaçu possui elevados teores de ácidos graxos saturados, equivalente a cerca de 87,25%. Dessa forma, conclui-se que o óleo de babaçu exibe um perfil típico de uma gordura láurica, com predominância de ácidos graxos de cadeia média. Essas características contribuem para elevada estabilidade
oxidativa, sendo apontado como potencial alternativa para substituição dos óleos de coco e palmiste.
Área
Química, bioquímica e físico-química de alimentos
Instituições
Universidade Estadual de Campinas - São Paulo - Brasil
Autores
Janaina Ramiro Dedé, Julia Guirardello Iamarino, Renato Grimaldi, Ana Paula Badan Ribeiro