X Congresso Mineiro de Clínica Médica e VI Congresso Mineiro de Medicina de Urgência e Emergência

Dados do Trabalho


Título

O PERFIL DE MORTALIDADE DAS DOENÇAS CEREBROVASCULARES NO ESTADO DE PERNAMBUCO

Fundamentação/Introdução

O termo doenças cerebrovasculares denota um grupo diverso de desordens do encéfalo causadas por processo patológico dos vasos sanguíneo; tendo o acidente vascular encefálico (AVE) como representante, e este corresponde a uma das principais causas de morbimortalidade, sobrecarregando o âmbito financeiro, social e da saúde pública. Dentre os principais fatores de risco envolvidos na síntese dessas doenças, alguns modificáveis, como o hábito de fumar, o consumo de bebidas alcoólicas e doenças, como a hipertensão, a diabetes e as dislipidemias. Nesse tocante, a atenção básica é fundamental na detecção e controle dos fatores citados.

Objetivos

Tem como objetivo traçar o perfil epidemiológico da mortalidade por doenças cerebrovasculares, baseado na ocorrência de óbitos no estado de Pernambuco.

Delineamento e Métodos

Estudo descritivo, do tipo levantamento epidemiológico, com dados provenientes do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram estudadas variáveis referentes aos óbitos registrados por doença cerebrovascular nos anos de 2015 e 2016.

Resultados

Foram totalizados 10663 óbitos no período investigado em 184 municípios, dentre estes sete obtiveram destaque sendo eles Caruaru (7%), Garanhuns (2%), Jaboatão dos Guararapes (4%), Olinda (3%), Paulista (3%), Petrolina (5%), Recife (46%); juntos representam 71,3% do total. Ocorreu maior número de óbitos em indivíduos acima de 50 anos, correspondendo a 91,6%, a faixa etária mais prevalente contida nesse intervalo foi a de indivíduos com 80 anos e mais (35,9%). Em relação à distribuição segundo o sexo, homens e mulheres apresentaram resultados semelhantes com um aumento de 2,3% nos óbitos femininos, os quais aumentaram 3,8% em 2016.

Conclusões/Considerações Finais

A partir da alta taxa de mortalidade no período estudado, visualiza-se a importância de se controlar os fatores de risco que predispõe a doença. Além disso, traz também prejuízos para aqueles indivíduos acometidos e que sobrevivem, pois, a maioria não retorna às suas antigas funções laborais. Dessa forma, pode-se inferir controle inadequado sobre os fatores modificáveis, necessitando de ações de prevenção associadas principalmente à intervenção da atenção básica, que se encontra mais próxima da comunidade. Estas podem ser benéficas, por meio do controle da hipertensão e da diabetes, além do incentivo à mudança no estilo de vida.

Palavras Chaves

AVE; morbimortalidade; fatores de risco.

Área

Clínica Médica

Autores

VICTOR LUIZ PEREIRA MENDES, JÉSSICA LOPES GOMES, BERNARDO COELHO ÁVILA FREITAS, MARIA EDUARDA CAVALCANTI ACCIOLY, LUCAS NEPOMUCENO ARAÚJO ELIAS DE MIRANDA