IX Congresso Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia, IV Congresso Catarinense de Perinatologia

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Dados do Trabalho


Título

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO MATERNOS ASSOCIADOS A PREMATURIDADE

Introdução

A prematuridade é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um nascimento antes das 37 semanas completas de gestação. Apresenta-se como a principal causa mundial de mortalidade neonatal há pelo menos uma década, tornando-se também a principal causa de mortalidade infantil até os 5 anos de idade. O nascimento prematuro advém da integração complexa entre fatores prévios maternos e situações particulares da gestação.

Métodos

Foi realizada uma revisão de literatura com a finalidade de compreender o tema e analisar quais são as principais condições maternas que predispõem a um nascimento prematuro. Para isso, utilizou-se as bases de dados PubMed e Scielo, inserindo os termos ‘’preterm birth, risk factors, epidemiology, associated matern factors, etiology”, com diferentes combinações unidas pelo boleano “and”. Nessa pesquisa, buscou-se artigos na íntegra publicados entre 2016 e 2019, realizados em humanos, no sexo feminino. Foram excluídos os artigos que não corroboravam com os objetivos de pesquisa, resultando num total de 12 artigos que apresentaram relações com o foco principal do estudo.

Resultados

A partir da análise dos artigos selecionados, evidencia-se que diversos fatores maternos podem estar associados à prematuridade, incluindo fatores gerais de risco, história obstétrica e ginecológica e aspectos específicos relacionados à gestação. As características gerais mais citadas foram: extremos de idade (abaixo de 19 e acima de 39 anos), etnia negra, extremos de IMC, baixo nível socioeconômico e educacional, tabagismo e condições médicas pré-existentes. Dentre as condições relacionadas com o histórico ginecológico e obstétrico estão: histórico de gestações pré-termo, gravidez gemelar, curto intervalo entre as gestações, vaginoses pregressas e anomalias uterinas. Por fim, as condições específicas relacionadas à gravidez são: acompanhamento pré-natal inadequado, placenta prévia, ruptura prematura de membranas, pré-eclâmpsia, corioamnionite, polidrâmnio e incompetências cervicais.

Conclusões

Tendo em vista a alta prevalência de nascimentos prematuros e sua intrínseca relação com os estados predisponentes da progenitora, concluiu-se com a presente revisão integrativa que é de suma importância a identificação precoce dos principais fatores de risco maternos. Dessa forma, será possível um acompanhamento adequado da gestação para a prevenção de desfechos desfavoráveis

Área

Ginecologia e Obstetrícia

Instituições

Faculdades Pequeno Príncipe - Parana - Brasil

Autores

Joana Trosdolf Aidar, Ana Carolina Lopacinski Gomes, Gislayne Castro e Souza de Nieto, Francelise Bridi Cavassin