IX Congresso Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia, IV Congresso Catarinense de Perinatologia

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Dados do Trabalho


Título

TUMOR PRIMARIO DE TROMPA DE FALOPIO EM PACIENTE JOVEM

Relato de Caso

Paciente de 26 anos, virgem, procurou o centro de saúde queixando-se de dor em fossa ilíaca direita contínua e sem irradiação há um mês. Negou febre e secreção vaginal. Relatou ciclos menstruais regulares e negou uso de método contraceptivo prévio ou atual.O exame físico foi normal.
O exame especular com espéculo infantil evidenciou colo uterino de pequenas dimensões. A colpocitologia oncótica foi negativa. O toque vaginal não foi realizado e o toque retal não evidenciou alterações. O laudo da ultrassonografia pélvica descreve massa ovariana direita mista com cápsula e septo transverso espesso (>4 mm). O ovário contralateral e o fundo de saco de douglas estavam livres. Foi-lhe solicitada uma USG pélvica com doppler que mostrou ausência de vascularização capsular e vascularização aumentada a nível de septo. O CA-125 foi 80,2 UI/ml. A tomografia de tórax e abdômen eram normais. A ressonância magnética demonstrou ausência de linfonodomegalias.Foi indicada videolaparoscopia cirúrgica com anatomopatológico de congelação e lavado peritoneal para confirmação diagnóstica e estadiamento abdominal em caso de neoplasia maligna. A laparoscopia evidenciou um tumor de trompa direita sem vegetação externas, com ovários e cavidade abdominopélvica normais.
O laudo da congelação foi inconclusivo. O diagnóstico definitivo foi compatível com tumor primário de trompa de falópio e a imunohistoquímica mostrou tratar-se de um carcinoma seroso de alto grau. O lavado peritoneal foi positivo para malignidade. A impressão diagnóstica foi: neoplasia de trompa estágio IC limitada ao ovário.
A paciente foi orientada ao congelamento de óvulos e proposto laparotomia xifo-púbica para cirurgia de Debulking associada a staging peritoneal e linfonodal.Os tumores malignos primários da trompa são entidade ginecológica rara, correspondendo a 0,3% do total de neoplasias ginecológicas. Afetam preferencialmente mulheres nulíparas entre as 4ª e 6ª décadas de vida. A clínica, quando presente, apresentar sintomas inespecíficos, como dor abdominal em 30-49%, tumor pélvico ou abdominal em 60% e sangramento vaginal em 50-60% dos casos, o que implica freqüentemente em laparotomia diagnóstica, ficando diagnóstico pré-operatório restrito a apenas 10% dos casos.

Área

Ginecologia e Obstetrícia

Autores

Amanda Roepke Tiedje, Luiz Fernando Sommacal, Jhonatan Alcides Elpo, Luciano Brasil Graziottin Rangel, Clarisse Salete Fontana, Marilin de Sá Muller Sens, Margel Pivetta Cantarelli, Eimi Nascimento Pacheco, Maria Elizabeth Andrade Galeno Carvalho, Alberto Trapani Trapani Jr