IX Congresso Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia, IV Congresso Catarinense de Perinatologia

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Dados do Trabalho


Título

EPIDEMIOLOGIA DAS GESTAÇOES MULTIPLAS NO BRASIL COM FOCO NO ESTADO DE SANTA CATARINA NO PERIODO DE 1996 A 2016

Introdução

No Brasil, de acordo com o Sistema de Informações de Nascidos Vivos, nascem, anualmente, cerca de três milhões de crianças, sendo 2% resultado de gestações gemelares. De acordo com a ANVISA, em 2015 foram realizados aproximadamente 35 mil ciclos de fertilização in vitro, aumento de 40% em relação a 2014, com 80% desses ciclos nas regiões Sul e Sudeste do país. Nesse estudo, objetivou-se avaliar a ocorrência de gestações múltiplas no Brasil, em especial em Santa Catarina, e sua distribuição entre os parâmetros e morbidades gestacionais e perinatais, que permita a identificação da população de risco e a implementação de políticas de prevenção e assistência à saúde.

Métodos

Realizou-se estudo epidemiológico de série histórica utilizando dados disponíveis sobre os nascidos vivos na base de dados DATASUS entre os anos de 1996 e 2016. Os parâmetros analisados entre gestações gemelares e únicas foram: ano de nascimento, idade materna, APGAR no 1º e 5º minuto, idade gestacional, peso ao nascer e tipo de parto. Posteriormente comparou-se resultados nacionais com estaduais.

Resultados

Dos 62.950.321 nascimentos analisados no Brasil e 1.886.189 em Santa Catarina, os gemelares, quando comparados aos únicos, possuem maiores chances de prematuridade extrema [13,01 (12,87; 13,15)], muito baixo peso ao nascer [7,54 (7,53; 7,55)] e cesariana [2,88 (2,87; 2,89)]. Em Santa Catarina os resultados foram semelhantes, mas com maior chance de prematuridade extrema [17,8 (16,74 ; 18,92)]. A taxa de mortalidade permaneceu aproximadamente o triplo em âmbito nacional e estadual, tanto para únicos quanto gemelares. [BR: OR: 3,01 (2,98 ; 3,04] [SC: OR 3,49 (3,26 ; 3,74)].

Conclusões

Nesse estudo observou-se aumento da incidência de gestações múltiplas. No Brasil, nas últimas duas décadas as morbidades analisadas se mostraram mais frequentes nos gemelares. Quando comparados resultados Brasileiros aos estaduais, observa-se que a prematuridade nos gemelares está mais presente em nível estadual, assim como a chance de nascimento por cesariana em gemelares, estar relacionados à intervenções realizadas nessas gravidezes. A taxa de mortalidade fetal, porém foi maior em nível nacional.

Área

Ginecologia e Obstetrícia

Autores

Julia Lopes, Roxana Knobel, Eimi Nascimento Pacheco, Margel Pivetta Cantarelli, Alberto Trapani Jr