IX Congresso Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia, IV Congresso Catarinense de Perinatologia

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Dados do Trabalho


Título

PROTOCOLO DE TRATAMENTO PARA CIUR PRECOCE COM ALTERAÇÃO DA DOPPLERVELOCITOMETRIA

Relato de Caso

R.R.J., 27 anos, procedente de Florianópolis, IG 23+6

Paciente interna no dia 27.02.2019 após alteração no USG obstétrico com dopplervelocitometria. O ultrassom em questão mostrava peso fetal no percentil 5 e Doppler das a. Uterinas com IP médio acima do percentil 95 e persistência das incisuras protodiastólicas. Doppler da a. Umbilical apresentando alguns períodos com residência aumentada. Artéria cerebral média e dueto venoso sem alterações. Paciente hipertensa crônica já em uso de Metildopa 250mg de 8/8h e AAS 100mg/dia. Apresentava também história de PE grave em gestação anterior sendo submetida a sulfatação e interrupção da gestação com 27 semanas. Nega história de trombofilia.
Assim que internada já foi iniciado protocolo para CIUR com Heparina 5.000 UI de 12/12h e Tadalafila 10mg/dia, e também iniciada Hidralazina 50mg de 12/12h devido a mau controle pressórico.
No dia 05.03.2019 foi realizado novo USG que mostrou um aumento no percentil fetal para p10, porém persistência do aumento de resistência da a. Umbilical com alguns períodos de diástole zero. ACM e DV sem alterações. Aumentamos dose de Heparina para 10.000 UI de 12/12h no dia 06, mantendo a dose de Tadalafila. Repetido USG no dia 08 que mostrou diástole zero na a. umbilical. Mantivemos mesma dose de medicações.
A diástole zero na a. Umbilical permaneceu em todos os USG de controle realizados entre os dias 08 e 18, sem alterações da ACM ou DV. Durante todo este período a paciente apresentou bom controle de PA e não apresentou alterações laboratoriais.
No dia 19/03, 3 semanas após o início do protocolo de Heparina + Tadalafila, USG já mostrava índices de resistência e pulsatilidade normais no exame, porém ainda com esporádicos episódios de diástole zero.
Já no USG do dia 22.03, quase um mês após internação da paciente e início do tratamento, com uma IG de 27+2, observamos um aumento de resistência novamente mas agora com fluxo diastólico presente, sem episódios de diástole zero e percentil fetal no p6.
Observado, portanto, melhora significativa no fluxo sanguíneo para o feto durante o regime de tratamento com heparina e tadalafila.

Área

Ginecologia e Obstetrícia

Instituições

Maternidade Carmela Dutra - Santa Catarina - Brasil

Autores

Luiza Graça Coutinho da Silva, Luiza Graça Coutinho da Silva, Melissa Ferreira Graziano, Melissa Ferreira Graziano, Jorge Abi Saab Neto, Jorge Abi Saab Neto