IX Congresso Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia, IV Congresso Catarinense de Perinatologia

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Dados do Trabalho


Título

GESTAÇAO EM MULHER PORTADORA DA SINDROME DE KLIPPEL-TRENAUNAY NA REGIAO DO EXTREMO SUL CATARINENSE

Relato de Caso

L. C. A., branca, 17 anos, iniciou o pré-natal com idade gestacional (IG) de 17 semanas e 4 dias. Teve uma gestação prévia em 2017 sem intercorrências, apresentava um quadro de “Elefantíase congênito" (sic) em membro inferior direito (MMI D) e relatou ter tido um episódio de trombose prévio. Negou uso de medicação e outras comorbidades. Apresentava-se em bom estado geral, com pressão arterial (PA) de 110 x 70, peso de 83.3 kg e feto com batimentos cardiofetais (BCF) de 156 batimentos por minuto (BPM).
Com IG de 24 semanas e 4 dias evoluiu com surgimento de duas lesões na parte anterior do MMI D, ulcerosas, associadas a pus, sangramento e a pontos hemorrágicos. Foi medicada com Cefalexina e encaminhada para avaliação vascular. No dia seguinte foi levada a Emergência após piora importante do quadro. Durante a consulta apresentava dor intensa, MMI D edemaciado e incapacidade de locomoção. No exame físico, regular estado geral, PA de 110 x 70, BCF de 153 BPM e MMI D com edema de ++++/++++, apresentando duas lesões furunculosas localizadas na região anterior e na parte interna da coxa. Durante a consulta foi questionado com avidez a história clinica referente ao quadro congênito relatado pela paciente, chegando ao diagnóstico de síndrome de Klippel-Trenaunay. A paciente já havia sido diagnosticada na infância porém devido a falta de conhecimento técnico, associava síndrome de Klippel-Trenaunay a Elefantíase. Foi prescrita analgesia, medicação para as lesões e informado ao médico do pré-natal a patologia da paciente.
Com IG de 27 semanas e 4 dias iniciou tratamento com heparina não fracionada como profilaxia para trombose venosa profunda (TVP), além de receber orientações quanto ao risco de sangramento se queda ou lesão.
O pré-natal decorreu sem complicações e paciente teve parto normal, com IG de 41 semanas. O recém-nascido (RN) nasceu pesando 3.200 kg, APGAR 9/9 e não apresentou nenhum aspecto sindrômico. O puerpério decorreu sem complicações e paciente realizou profilaxia para TVP com heparina não fracionada por mais 5 semanas após o parto.

Área

Ginecologia e Obstetrícia

Autores

Nayara Vecchi de Souza, Juliana Tavares Costa, Luiza da Rosa Ramos