IX Congresso Catarinense de Obstetrícia e Ginecologia, IV Congresso Catarinense de Perinatologia

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Dados do Trabalho


Título

TENDENCIA HISTORICO-EPIDEMIOLOGICA DA SIFILIS CONGENITA NO ESTADO DE SANTA CATARINA NO PERIODO 2007-2016

Introdução

O objetivo deste estudo foi analisar a tendência temporal da
incidência da sífilis congênita no Estado de Santa Catarina no período
de 2007-2016 através de um estudo observacional ecológico com análise
de séries temporais.

Métodos

Foram estudados todos os casos de residentes em
Santa Catarina com confirmação do diagnóstico de sífilis congênita
(códigos A50.0 a A50.2 e A50.9 da CID-10) registrados no Sistema de
Informações de Agravos de Notificação – SINAN, totalizando 1.927
casos. Foram incluídos todos os casos com diagnóstico de sífilis
congênita precoce e excluídos os de sífilis congênita tardia (A50.3 a
A50.7).

Resultados

Como resultado, houve um aumento significativo das taxas gerais de
incidência de sífilis congênita no Estado (+1.190%) e em todas as suas
macrorregiões de saúde. Em relação à etnia, a população caucasiana,
apesar de ter apresentado menores taxas de incidência comparativamente
às outras etnias, foi a que mostrou maior incremento (aumento de
1.267% para 1.07% nos demais grupos). O perfil da doença apresentou
tendência de ampliação para estratos sociais mais escolarizados, com o
crescimento da incidência da doença mais evidente em mulheres com
ensino médio completo ou incompleto. Ao abordar a faixa etária de mães
com diagnóstico de sífilis, observou-se que tanto o aumento anual
quanto a média foram maiores nas mulheres com idade inferior a 20
anos.

Conclusões

O estudo indicou aumento significativo das taxas de incidência da
Sífilis Congênita no período estudado em todos os âmbitos, com
ampliação para extratos étnicos/raciais e de escolaridade até então
pouco afetados pela doença, como no caso de mães caucasianas e de
níveis mais escolarizados. Tal cenário nos alerta para uma possível
epidemia, pela tendência de “universalização” do risco de contágio.
Visto que estamos muito distantes de alcançar a meta proposta pela
OMS, através do plano de ação “Estratégias para a Eliminação da
Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis Congênita”, a atenção a este
problema deve ser uma prioridade imediata de saúde pública, com a
identificação das reais fragilidades do serviço de assistência
pré-natal e outros fatores relacionados com o baixo controle da
doença, tanto no âmbito da prevenção, do diagnóstico e do tratamento
da doença.

Área

Ginecologia e Obstetrícia

Instituições

Universidade do Sul de Santa Catarina - Santa Catarina - Brasil

Autores

Renata Pavan Rocha, Flávio Ricardo Magajewski